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Certa vez fui intimado
à dedicar um tempo a mim. Meditar nas florestas internas que
só existem em função do meu universo.
Únicas e inabaladas, pude banhar-me nas águas puras das
cachoeiras. Conseguia de forma clara e natural enxergar tudo e todas as
formas compositoras da referida interna paisagem.
O Sol... salão de
reuniões do nosso sistema, abrangia o pensamento e
inteferência dos mais elevados seres. Numa teia infinita de
pensadores eu era apenas uma pequena parte. Não me senti
insignificante, e muito pelo contrário, pude entender que
há uma hierarquia universal. Hierarquia muito justa. Pois cada
um contribui e recebe aquilo que pode e deseja. Como se cada pensamento
fosse intimamente ligado à pulsante mente cósmica.
Esta
ligação com o sol foi regida pelo calor
imensurável e humilde que banha todas as formas visíveis
e invisíves.
Foi assim, constante e em
aprimoramento, que pude voltar-me para o "EU" interno. Sem
egoísmos ou qualquer sensação desagradável.
Conseguia resolver meus obstáculos e imperfeições
externamente à tolice do própio EGO!
Quando voltei, era apenas
o mesmo. Com as mesmas discordâncias e aceitações.
Porém, já conhecia o caminho digno que me dera e mesmo
longa: a batalha interna é renovadora - permitindo enxergar...
Só depende de mim.
Meu universo é único e inesgotável.
Quem dera que toda a
humanidade acreditasse em seu próprio universo; seríamos
pérola das relações mundanas.
E as diferenças,
não mais nos atormentariam.
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